Optar por uma laje aparente, significa ter uma preocupação especial com a ação de intempéries, e sem a proteção oferecida por telhas, deve-se empregar um sistema eficiente de impermeabilização, planejado desde a fase de projeto.
 
Outro cuidado, é garantir que o sistema escolhido corresponda adequadamente às especificações de cada obra, e de forma geral, para coberturas não transitáveis e de pequenas dimensões, o mais indicado é a impermeabilização com produtos acrílicos de cores claras, que refletem a radiação solar, reduzindo a temperatura sob a laje. Já para lajes maiores e transitáveis, é recomendada a utilização das mantas asfálticas.
 
O projeto de impermeabilização, deve ter clareza ao especificar a interação com elementos de instalações, como por exemplo o percentual de caimento em relação a ralos e calhas. Quando se trabalha com manta asfáltica e o produto precisa ser aquecido, é necessário especificar a temperatura a ser utilizada, e deve seguir a norma técnica NBR 9.575 Impermeabilização – Seleção e Projeto.
 
Outro cuidado importante,  é especificar os materiais, por sua descrição técnica e desempenho em vez da marca, pios isso permite que os responsáveis pela obra, avaliem diversos tipos de produtos.
 
Uma precaução essencial, é executar a impermeabilização da laje somente após a cura total do concreto, e antes da deverá ser executado o caimento para os ralos com argamassa de cimento e areia, com uma declividade necessária, dependendo do sistema impermeabilizante.
 
O sistema impermeabilizante interage com elementos de sistemas hidráulicos nas lajes, principalmente ralos, tubulações e outras instalações, como antenas localizadas no alto de edificações.
 
Quanto às antenas, deverão ser instaladas após a impermeabilização, executando-se uma caixa de concreto sobre a proteção mecânica e depois afixadas as hastes das mesmas.
 
Para lajes maiores que 50 m² o indicado é o sistema de mantas asfálticas, que são produzidas a partir da modificação física do asfalto. Os tipos mais comuns de mantas são as com 3 mm e 4 mm de espessura, sendo a última a mais indicada para lajes de cobertura. Algumas marcas ainda disponibilizam mantas com espessura de 5 mm, para casos como laje pré moldada, e onde há tráfego intenso, como vias de acesso e helipontos.
 
As mantas ainda podem ser elastoméricas, com substâncias que ampliam a elasticidade do produto, ou plastoméricas, com maior resistência mecânica, térmica e química. O revestimento das peças varia, podendo ser de:
 
- Polietileno, para aplicação com maçarico;
- Areia, para aplicação com maçarico ou asfalto quente;
- Alumínio, indicado quando a incidência de raios solares é elevada;
- Geotêxtil, que permite pintura refletiva; 
- Ardosiado com grânulos minerais, o que garante grande resistência ou antirraiz, indicada para lajes verdes.
 
O teste de estanqueidade é uma etapa muito importante do processo de impermeabilização, pois verifica o bom funcionamento do sistema instalado. Prosseguir sem esse teste, coloca toda a obra em risco e ameaça o sistema estrutural. A NBR 9.575 Impermeabilização – Seleção e Projeto, dita o teste de lâmina d’água, que deve ser feito com água limpa, e durante um período de 72 horas para verificar a estanqueidade do sistema.
 
Para qualquer serviço de impermeabilização, o ideal é contratar profissionais responsáveis e experientes.
 
Fonte: Techne